sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

 Papiro



Cyperus papyrus, ou simplesmente papiro, é uma planta famosa desde 40 séculos antes da era cristã. Magnificamente adaptada às margens do Nilo, onde acompanhava em grande quantidade o curso do rio, tem uma longa haste, sem nós nem folhas, de seção triangular e da grossura de cerca de seis centímetros, a qual termina numa graciosa uma bela em forma de penacho, formado por um tufo de pequenos ramos filamentosos verdes.

Reunidos em feixes, os talos do papiro funcionavam como pilares na arquitetura primitiva. Não é à toa que as colunas de pedra imitam os feixes de papiro, com capitéis em forma de flores abertas ou fechadas. Além de tudo isso, a parte inferior e carnosa da haste servia como alimento e dela se extraía, também, um suco muito apreciado. Como papel ele foi adotado pelos gregos, romanos, coptas, bizantinos, arameus e árabes. Grande parte da literatura grega e latina chegou até nós em papiros. Ele continuou a ser utilizado até a Idade Média, sendo que uma bula papal datada do ano 1022 da era cristã ainda foi escrita sobre aquele material.

Hoje em dia sabemos que o papel dos egípcios era preparado da seguinte maneira: o caule da planta era cortado em pedaços de tamanho variável de até 48 centímetros. Neles eram feitas incisões para retirar a casca verde e permitir a separação das películas, em quantidade variável entre 10 e 12. Essas lâminas finíssimas, manuseadas com cuidado para não se romperem, eram estendidas numa tábua inclinada sobre as águas, com a finalidade de serem molhadas constantemente. Sobre uma primeira camada de tiras, dispostas na horizontal, era colocada uma segunda camada de tiras, dispostas no sentido perpendicular.

A própria água do Nilo, ao molhar as películas, aliada ao facto de o material ser martelado, ativava a goma natural da planta que, então, unia as tiras. As duas camadas de papiro depois de comprimidas, batidas e polidas com pedra pomes, atingiam a maciez necessária para receber a escrita.



Ainda que tênues e delicadas, as películas, unidas entre si e sobrepostas, ofereciam bastante resistência. A face melhor do material era aquela que tinha as fibras na direção horizontal. As folhas prontas, que nunca excediam cerca de 48 centímetros de comprimento por, aproximadamente, 43 centímetros de largura, eram coladas umas às outras para formar longas tiras que eram enroladas com a face de fibras horizontais voltadas para dentro. Uma vareta de madeira ou marfim era presa em cada extremidade do rolo de papiro, formando um volume. O papiro mais largo encontrado até hoje pelos arqueólogos é um Livro dos Mortos, conhecido como Papiro Greenfield, e mede 49,5 centímetros de largura. O mais extenso, o assim chamado Grande Papiro Harris, mede 41 metros de comprimento. O papiro em rolo era um dos principais produtos de exportação do Egito antigo e foi, sem sombra de dúvida, um dos maiores legados da época faraônica à civilização.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Caracteristica e uso do PAPIRO


Esta planta, da família das cyperaceas, é muito comum nas margens de rios da África. As folhas são longas e fibrosas, um pouco semelhantes às folhas de cana-de-açúcar.


No Egito Antigo, o papiro era encontrado nas margens do rio Nilo. Foi muito utilizado pelos egípcios para diversos propósitos. As folhas eram sobrepostas e trabalhadas para serem transformadas numa espécie de papel, conhecido pelo mesmo nome da planta. Este papel (papiro) era utilizado pelos escribas egípcios para escreverem textos e registrarem as contas do império. Vários rolos de papiro, contando a vida dos faraós, foram encontrados pelos arqueólogos nas pirâmides egípcias.


O papiro tinha outras funções no Egito Antigo. Os artesãos utilizavam a planta para a fabricação de cestos, redes e até mesmo pequenas embarcações (através da formação de feixes). Era também utilizado como alimento pelas pessoas mais pobres e também para alimentar o gado.


Até hoje os egípcios plantam e utilizam o papiro, porém podemos encontrar plantações desta planta em regiões do sul da Itália.


Do papiro para a indústria gráfica          


Devido à precária comunicação, houve um longo tempo até a invenção de TsaiLun se espalhasse. O papel só vai chegar a Europa no século XII e até então todos os registros eram feitos em papirus ou pergaminho. 


As pessoas comuns não sabiam lidar com o papel até o século XV, quendo Johannes Gutemberg desenvolveu a imprensa. Ele projetou um máquina que aperfeiçoou o tipo móvel, e imprimiu sua famosa bíblia, em 1456. Sua invenção provocou a comunicação de massa, difundindo a palavra do cristianismo.


O nascimento do papel moderno e da indústria de impressão é comumente marcado a partir desta data. A evolução do papel ainda estava longe. Ironicamente, quando a doença conhecida como a Peste Negra matou milhões de europeus, toneladas de roupas e trapos tornaram-se disponíveis. Assim, as fibras destas roupas e trapos foram usadas para a fabricação do papel.


A produção em massa




A procura de papel também criou a necessidade de uma maior eficiência na produção. No século 18 os trabalhos de Nicolau Luis Roberto resultou na criação de uma máquina que poderia produzir uma emenda no comprimento do papel em uma tela de arame sem fim, com rolos de aperto em uma extremidade.


Aperfeiçoada e comercializada pelos irmãos Fourdrinier, a nova máquina logo substituiu as tradicionais folhas soltas feitas à mão. Na Europa e América, a produção em massa de papel tornou-se uma próspera indústria de fornecimento de grandes volumes de papel para a produção de jornais, livros, revistas, sacos de papel, papel higiênico, dinheiro e um enorme variedade de outros fins.


Todas as possibilidades


Trabalhos feitos em papel são duráveis, flexíveis e extremamente versáteis. Eles podem ser utilizados por qualquer pessoa para diversos fins (embrulho, escrita, desenho e pintura). Eles também são utilizados para artesanato, impressão de livros, revistas e cadernos. Artigos de papelaria, cartões, embalagens e assim por diante. Na verdade, o papel é tão versátil que sua utilização são ilimitadas, precisando apenas de imaginação.



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Simbolismo do Papiro

Papiro


Papiro é o nome que recebe o suporte de escritura elaborado a partir de uma planta acuática, também denominada papiro, muito comum no rio Nilo, no Egipto, e em alguns lugares da cuenca mediterránea, uma erva palustre da família das ciperáceas, o Cyperus papyrus.

O papiro como suporte de escritura

                                                                                                    

Foi profusamente empregado para a fabricação de diversos objectos de uso quotidiano, sendo sua principal .
utilização a elaboração do suporte dos manuscritos da antigüedad denominado papiro, precedente do moderno papel. O fragmento mais antigo de papiro, descobriu-se na tumba de Hemaka,[1] [2] chaty do faraón Dêem, na necrópolis de Saqqara , ainda que não têm perdurado os possíveis signos jeroglíficos escritos nele.

Sua elaboração era monopólio real e foi muito apreciado, por sua grande utilidade, entre os povos da cuenca oriental do Mediterráneo, exportando-se durante séculos em rollos de alto valor, como se descreve no relato da viagem de Unamón.

Seu uso decayó ao declinar a antiga cultura egípcia, sendo substituído como suporte de escritura pelo pergamino. O uso do papiro não começou a ser universal até a época de Alejandro Magno. Diminuiu em decorrência do século V de nossa era e desapareceu do tudo no século XI. A maioria das grandes bibliotecas da Europa possuem manuscritos em papiro.



Elaboração do papel papiro          

Primeiro, o talho da planta de papiro mantinha-se de molho entre uma e duas semanas; depois cortava-se em finas lâminas e se prensaban com um rolo, para eliminar parte da savia e outras substâncias líquidas; depois dispunham-se as lâminas horizontal e verticalmente, e voltava-se a prensar, para que a savia actuasse como adhesivo; terminava-se esfregando suavemente com uma concha ou uma peça de marfil, durante vários dias, ficando disposto para seu uso.
Costumavam-se fabricar rollos de umas vinte páginas, a cada uma de quatro metros e médio, ainda que costumavam-se cortar em folhas" de menor tamanho para poder utilizá-las mais comodamente.
As inscrições realizavam-se na cara do papiro que tinha dispostas as atiras horizontalmente, o anverso; na outra cara, o reverso, raramente escrevia-se ainda que, por ser muito caro, se o que estava escrito perdia interesse, era apagado e voltado a utilizar.



Lâminas de papiro






                                             
Primeiro, o talho da planta de papiro mantinha-se de molho entre uma e duas semanas; depois cortava-se em finas lâminas e se prensaban com um rolo, para eliminar parte da savia e outras substâncias líquidas; depois dispunham-se as lâminas horizontal e verticalmente, e voltava-se a prensar, para que a savia actuasse como adhesivo; terminava-se esfregando suavemente com uma concha ou uma peça de marfil, durante vários dias, ficando disposto para seu uso.
Costumavam-se fabricar rollos de umas vinte páginas, a cada uma de quatro metros e médio, ainda que costumavam-se cortar em folhas" de menor tamanho para poder utilizá-las mais comodamente.
As inscrições realizavam-se na cara do papiro que tinha dispostas as atiras horizontalmente, o anverso; na outra cara, o reverso, raramente escrevia-se ainda que, por ser muito caro, se o que estava escrito perdia interesse, era apagado e voltado a utilizar.


Outros usos do papiro

O suporte de escritura não era o único produto fabricado a partir desta planta, muito comum à época antiga (hoje quase desaparecida, só para uso turístico), também se podiam fabricar objectos de cestería, sandalias, calzones, sensatas, e inclusive embarcações. Consumia-se sua raiz e às vezes também o interior do talho.



Simbolismo

É o papiro sagrado, utilizado para elaborar as barcas de deuses do Antigo Egipto. A planta também tinha uma função religiosa surgida em épocas antigas: nascida no sagrado Nilo, representava-se nos templos e era portada nas procissões, onde simbolizava o renacimiento e a regeneração do Mundo. Planta específica do Delta do Nilo, esta era o emblema do Baixo Egipto e representava à deusa Uadyet (uady: jeroglífico do papiro, significando também o verde de malaquita , e "a prosperidade"). A planta de papiro foi representada desde a época predinástica como símbolo do Baixo Egipto; figura na maza votiva de Horus Escorpión.


Classificação dos papiros


Estuches cilíndricos de metal utilizados para conservar rollos de papiro. Museu do Louvre.
Segundo Plinio o Velho, classificavam-se por sua qualidade em oito classes:

Emporíticos: os de inferior qualidade, utilizados como papel de envolver.
Taeneóticos: os de má qualidade.
Saíticos: os de baixa qualidade, elaborados com materiais sobrantes.
Anfiteátricos: a em media qualidade.
Fanianos: os de boa qualidade.
Livios: os de muito boa qualidade.
Augusticos: os de alta qualidade.
Hieráticos ou regios: a a mais alta qualidade, só utilizados para textos sagrados.
Alguns destes nomes procedem de diversos motivos:

Do lugar em que se fabricava, como papel saítico, da cidade de Sais.
Do nome da fábrica como anfiteátrico, do anfiteatro de Alejandría.
Do dono da fábrica, como janniano de Jannio Palemón
Da personagem a quem achava-se dedicado, como Augusto, Liviano, Claudio, por estar aos imperadores e emperatrices deste nome.
De seu destino, como hierático, por estar destinado a usos sagrados
Da qualidade do mesmo papel.
A planta do papiro é considerada sagrada e fartamente encontrada no Delta do Nilo.
O talo do papiro pode atingir até 6 metros de comprimento. A flor da planta, composta de finas hastes verdes, lembra os raios do sol e é exatamente por ter esta analogia com o sol, divindade máxima desse povo, que o papiro era considerado sagrado. O miolo do talo era transformado em papiros e a casca, bem resistente depois de seca, utilizada na confecção de cestos, camas e até barcos.


                                          

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Cyperus papyrus, ou simplesmente papiro, é uma planta famosa desde 40 séculos antes da era cristã. Magnificamente adaptada às margens do Nilo, onde acompanhava em grande quantidade o curso do rio, tem uma longa haste, sem nós nem folhas, de secção triangular e da grossura de cerca de seis centímetros, a qual termina por uma graciosa umbela em forma de penacho, formado por um tufo de pequenos ramos filamentosos verdes. O que aparecia acima da terra era, em síntese, uma planta em forma de junco com, aproximadamente, três metros de altura. Mas suas raízes também são longas, medindo às vezes seis ou sete metros, e com grossura igual à do caule. Veja no final desta página a foto de uma planta do papiro, embora deva ser dito que a espécie que crescia no tempo dos faraós está atualmente extinta. E a fama do papiro é mais do que merecida, pois foi ele que forneceu à humanidade um dos principais instrumentos do progresso: o papel. O papiro mais antigo que se conhece foi encontrado em Saqqara, na mastaba de um nobre da I dinastia (2920 a 2770 a.C.), chamado Hemaka, e está em branco. O mais antigo exemplar escrito do qual se tem notícia, datado do final da I dinastia, é formado por fragmentos do livro de contas de um templo de Abusir, escrito em hierático. Na II dinastia (2770 a 2649 a.C.) o papiro já se disseminara como suporte à escrita. Antes disso, entretanto, as fibras de suas raízes ou das hastes eram empregadas para a fabricação ou calafetagem de embarcações, na confecção de pavios de candeeiros a óleo, esteiras, cestos, cordas e cabos resistentes, grossos tecidos, sandálias e outros objetos. Reunidos em feixes, os talos do papiro funcionavam como pilares na arquitetura primitiva. Não é &agrave-toa que as colunas de pedra imitam os feixes de papiro, com capitéis em forma de flores abertas ou fechadas. Além de tudo isso, a parte inferior e carnosa da haste servia como alimento e dela se extraia, também, um suco muito apreciado. Como papel ele foi adotado pelos gregos, romanos, coptas, bizantinos, arameus e árabes. Grande parte da literatura grega e latina chegou até nós em papiros. Ele continuou a ser utilizado até a Idade Média, sendo que uma bula papal datada do ano 1022 da era cristã ainda foi escrita sobre aquele material.
Hoje em dia sabemos que o papel dos egípcios era preparado da seguinte maneira: o caule da planta era cortado em pedaços de tamanho variável de até 48 centímetros. Neles eram feitas incisões para retirar a casca verde e permitir a separação das películas, em quantidade variável entre 10 e 12. Essas lâminas finíssimas, manuseadas com cuidado para não se romperem, eram estendidas em uma tábua inclinada sobre as águas, com a finalidade de serem molhadas constantemente. Sobre uma primeira camada de tiras, dispostas na horizontal, era colocada uma segunda camada de tiras, dispostas no sentido perpendicular. A própria água do Nilo, ao molhar as películas, aliada ao fato de que o material era martelado, ativava a goma natural da planta que, então, unia as tiras. As duas camadas de papiro depois de comprimidas, batidas e polidas com pedra pome, atingiam a maciez necessária para receber a escrita. Ainda que tênues e delicadas, as películas, unidas entre si e sobrepostas, ofereciam bastante resistência. A face melhor do material era aquela que tinha as fibras na direção horizontal. As folhas prontas, que nunca excediam cerca de 48 centímetros de comprimento por, aproximadamente, 43 centímetros de largura, eram coladas umas às outras para formar longas tiras que eram enroladas com a face de fibras horizontais voltadas para dentro. Uma vareta de madeira ou marfim era presa em cada extremidade do rolo de papiro, formando um volume. O papiro mais largo encontrado até hoje pelos arqueólogos é um Livro dos Mortos, conhecido como Papiro Greenfield, e mede 49,5 centímetros de largura. O mais extenso, o assim chamado Grande Papiro Harris, mede 41 metros de comprimento. O papiro em rolo era um dos principais produtos de exportação do Egito antigo e foi, sem sombra de dúvida, um dos maiores legados da época faraônica à civilização.
De todos os materiais empregados como suporte para a escrita na antiguidade, — afirma oPLANTA DO PAPIROprofessor egípcio R. El Nadury — o papiro certamente foi o mais prático, por ser flexível e leve. A fragilidade, porém, era o seu único inconveniente. Resistia por pouco tempo à umidade e queimava facilmente. Calculou-se que para se manter em dia o inventário de um pequeno templo egípcio eram necessários 10 metros de papiro por mês. Durante a dinastia ptolomaica, os notários de provincia usavam de seis a 13 rolos, ou 25 a 57 metros por dia. Todas as grandes propriedades, palácios reais e templos mantinham registros, inventários e bibliotecas, o que indica a existência de centenas de quilômetros de papiro, embora só tenham sido descobertas algumas centenas de metros.
Esta planta, da família das cyperaceas, é muito comum nas margens de rios da África. As folhas são longas e fibrosas, um pouco semelhantes às folhas de cana-de-açúcar.

No Egito Antigo, o papiro era encontrado nas margens do rio Nilo. Foi muito utilizado pelos egípcios para diversos propósitos. As folhas eram sobrepostas e trabalhadas para serem transformadas numa espécie de papel, conhecido pelo mesmo nome da planta. Este papel (papiro) era utilizado pelos escribas egípcios para escreverem textos e registrarem as contas do império. Vários rolos de papiro, contando a vida dos faraós, foram encontrados pelos arqueólogos nas pirâmides egípcias.

O papiro tinha outras funções no Egito Antigo. Os artesãos utilizavam a planta para a fabricação de cestos, redes e até mesmo pequenas embarcações (através da formação de feixes). Era também utilizado como alimento pelas pessoas mais pobres e também para alimentar o gado.

Até hoje os egípcios plantam e utilizam o papiro, porém podemos encontrar plantações desta planta em regiões do sul da Itália.